Uma decisão recente do Tribunal Superior do Trabalho assegurou a uma mãe de uma criança com autismo – funcionária da USP – o direito à jornada reduzida sem corte de salário, aplicando analogamente as regras já vigentes para servidores públicos.
Em Uberlândia, porém, servidoras têm enfrentado dificuldades para acessar benefícios semelhantes. Diversas funcionárias relatam que, enquanto algumas funções permitem o home office, as demandas e a rotina de trabalho das servidoras não contemplam essa flexibilidade. Além da redução da jornada, é reivindicada a flexibilização dos horários, dado que as crianças autistas necessitam de terapias e outros procedimentos que promovem seu desenvolvimento.
Diante disso, autoridades municipais estão sendo pressionadas a desburocratizar os processos para pedidos de redução e flexibilização da jornada, criando também a possibilidade de trabalho remoto para pais e mães de crianças com autismo, de modo a alinhar a prática com as necessidades reais das famílias e garantir os direitos dos servidores.