Vereadora volta a cobrar roçagem no Mansour III, tapa-buracos e denuncia descaso com saúde e educação em Uberlândia

Durante pronunciamento na Câmara Municipal, a vereadora Liza Prado (Cidadania) voltou a requerer providências em relação ao bairro Mansour III, que, segundo ela, permanece abandonado pelo poder público. A parlamentar relatou ter recebido um vídeo de um morador mostrando que o mato tomou conta do parquinho infantil da região, inviabilizando o uso do espaço pelas crianças.

“O bairro praticamente não recebeu nenhum investimento em esporte e lazer. E o pouco que existe está inutilizável por falta de manutenção”, lamentou.

Liza também cobrou reforço na operação tapa-buracos, destacando que nem mesmo nas proximidades do Centro Administrativo Municipal os reparos estão sendo feitos. “Isso é constrangedor”, afirmou. Ela ainda mencionou o caso de um morador da antiga Rua 06, no bairro Santa Mônica, onde buracos obrigam os motoristas a manobras perigosas na contramão da via.

A parlamentar expressou preocupação com a crescente judicialização de temas básicos, como saúde e educação, destacando que o município foi citado com frequência no Diário do Tribunal de Justiça de Minas Gerais na última semana. “Essa judicialização é resultado da insistência do poder público em negar direitos fundamentais ao cidadão”, criticou.

Nesse contexto, Liza encaminhou requerimento ao secretário municipal de Saúde solicitando auditoria, direta ou por empresa terceirizada, em todos os contratos com prestadoras de serviços na área, especialmente com as organizações Missão Sal da Terra e SPDM. Ela enfatizou que, embora Uberlândia destine mais de 30% de seu orçamento para a saúde, faltam consultas, exames e procedimentos realizados em tempo hábil para preservar vidas.

A vereadora citou uma condenação recente do município, proferida em 29 de abril de 2025, pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais. No caso, uma gestante com infecção urinária buscou atendimento na rede municipal. Após o tratamento, ela percebeu a ausência de movimentos do feto, mas não recebeu diagnóstico adequado, o que culminou na morte do bebê. O município foi condenado a indenizar a mãe em R$ 70 mil.

“Estamos falando de uma dor irreparável para a mãe e de prejuízo aos cofres públicos, causado pela falha no serviço de saúde. Esse valor poderia ter sido utilizado, por exemplo, para abastecer a farmácia popular, que frequentemente está com o estoque zerado”, declarou Liza.

No campo da educação, a vereadora mencionou decisões judiciais que obrigam o município a garantir vagas para crianças na rede municipal. Ela protocolou pedido de informação à Secretaria de Educação sobre o número atual de crianças fora da escola e o prazo estimado para zerar esse déficit.

“É inaceitável que mães e pais tenham que recorrer à Defensoria Pública para garantir uma vaga na escola para seus filhos. E mais absurdo ainda é o município tentar postergar essas decisões com recursos judiciais, negando um direito incontestável da criança”, concluiu.

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