Liza Prado denuncia parecer contrário a projeto de lei que garante assentos preferenciais: “A comissão atua contra o próprio legislativo”

Vereadora contesta parecer baseado em jurisprudência ultrapassada e apresenta acórdão recente que confirma a constitucionalidade da matériaDurante pronunciamento na Câmara Municipal de Uberlândia, a vereadora Liza Prado fez duras críticas ao parecer contrário da Comissão de Legislação, Justiça e Redação que barrou a tramitação de seu projeto de lei sobre assentos preferenciais em pontos de ônibus. A proposta prevê que um percentual mínimo dos assentos existentes seja reservado para idosos, pessoas com deficiência e gestantes, sem qualquer exigência de instalação de novos bancos ou alteração estrutural do sistema de transporte público.

A que ponto chegamos! Se o vereador não pode legislar nem sobre assento preferencial, o que resta ao poder legislativo municipal?”, questionou. A vereadora classificou como absurdo o parecer da comissão, que alega que o projeto modificaria o sistema de transporte coletivo vigente. “Essa afirmação é completamente infundada. Em nenhum trecho a lei exige alterações físicas, apenas prioriza o uso consciente de assentos disponíveis nos pontos de parada”, esclareceu.

Liza relatou, com indignação, casos reais em que idosos e gestantes aguardam transporte em , enquanto jovens ocupam assentos — inclusive utilizando dois bancos sozinhos. “Esse projeto não é burocracia, é dignidade. É justiça no uso de um espaço público”, reforçou.

A vereadora ainda acusou a comissão de atuar contra o próprio legislativo, ao utilizar um parecer ultrapassado de 2016 do Tribunal de Justiça de São Paulo como base para justificar o vício de iniciativa do projeto.

Em contraponto, Liza apresentou um acórdão recente, publicado em 27 de novembro de 2024, do próprio TJSP, que reconhece a constitucionalidade de uma lei com a mesma natureza, aprovada no município de Catanduva. A decisão afirma que a norma não cria despesas, não concede benefícios fiscais, tampouco interfere na competência exclusiva do Executivo, pois trata da efetivação de direitos fundamentais de pessoas em situação de vulnerabilidade.

A comissão foi buscar uma jurisprudência antiga de 2016, ignorando completamente um acórdão mais recente e favorável ao projeto. Isso mostra um esforço deliberado para derrubar a proposta, mesmo que isso prejudique idosos, pessoas com deficiência e gestantes.”, afirmou.

Liza concluiu reiterando sua disposição em defender o direito das pessoas vulneráveis ao respeito e ao mínimo de conforto e prioridade no espaço público.Essa é uma luta por equidade, por justiça e por um legislativo que não fuja de sua responsabilidade de legislar pelo povo”, finalizou.

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